quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

O vento da praça e folhas secas

Ósseo,
orgânico,
ostenta e
fecha.


Volúpia,
vermes
adentrando
das vírgulas
aos sonhos.


Precoce e
veemente.
Criado,
ensejos,
metáforas
- as léguas.


Como as folhas secas,
as sementes,
o odor da rosa e
os espinhos.


O ciclo,
do nascer,
intensficar
e
secar em formas pálidas,
em rigidez e estrutura
morta.


Natural,
existente,
expressão dos soslaios,
oriunda,
enegrecida
germina,
germina,
existe.
Coexiste .


Flor dos tantos brotos,
favo do líquido doce,
passado,
presente e...
futuro.


sussurro dançante:
do vivo se faz o morto,
e como da morte faz-se o vivo?


A resposta está na natureza, e
na simplicidade de fazer parte dela.


Lucas G.

6 comentários:

D. Schuberstein disse...

Um pouco contraditório, mas bem interessante!

L.G disse...

O que não é contraditório?

D. Schuberstein disse...

Talvez a grosseria.

L.G disse...

A grosseria , o descaso , o descarte são ações facilmente perceptíveis, mas por vezes contraditórias.

D. Schuberstein disse...

Nem sei se vale a pena falar que discordo.
Pra mim apenas o descaso é algo que pode ser visto como contraditório - mas que na verdade também não é, se a questão for analisada com uma visão um pouco menos umbiguista. Descarte e grosseria são, de fato, aspectos nem um pouco contraditórios.

L.G disse...

O vale a pena não é mesmo?
Umbiguista? Olha o que vc escreveu...
Grosseria?Da onde?
Bom , mas tbm não quero transformar meu blog em uma sala de discussão, se quiser me mande um email...
abs e que bom que curtiu o texto!