domingo, 7 de dezembro de 2008

Deste sim!

Não quero pensar mais,
Como naquela chuva.

Não há mais propósitos para ferpas,
Como nas fotografias.

Inconsciente ou proposital – perda de tempo.
Existe apenas e por existir, isso basta.

Sei o que quero,
Não sei como digo e
Tenho medo do que faço.

Como a reconstrução daquele cristal quebrado,
Onde não se sabe o que sentir.
Como aquele brinquedo de dentro da gaveta que, após um tempo, surge a vontade de brincar novamente.
Como o gosto do impossível, do improvável, do nunca, do sempre,
Do existente.

E existe.
Talvez, junto a um mar de pedras em caminhos nítidos.
Talvez, reprime-se aquilo que é tão palpável.
Talvez, tudo.
E estampam-se os pormenores,
E enxerga-se a raiva inteligível.
E se conhece,
E se ama.

Basta isto ser entendido. Basta?
Basta transbordar. Basta?

Basta existir... até quando?

(Nunca havia me perguntado isso)

Lucas G.

2 comentários:

Li disse...

"Sei o que quero,
Não sei como digo e
Tenho medo do que faço."

exatamente

L.G disse...

Exatamente!
ai ai
Mas, sozinho e cá com meus pensamentos, tudo é diferente! Pelo menos...
hehehe
Bjs linda