segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Irremediável insanidade

E visto errado
Por mais que fosse,
A cansada estada
Numa roda maior.
Um maior estranho.

Laços tão seus,
Tão leves, mas soltos.
Laços de constância,
Pouca balburdia.
Laços retilíneos,
Cooptando certezas
E feliz em estar.
Era parte.

Porém, o avesso em si se mostra.
A loucura desenfreia,
Uma presença angustia,
Vê-se inimigo.
Aquele mesmo lutado pelo perto,
Por contato,
Pelo choque,
Ou por um beijo.

O que ocorria com a sanidade?
Passa , hoje, léguas do antigo ponto de partida.
Vociferava acidez,
Trança as pernas e apaga velas.
Desacredita.

E desse nó de peito,
O desespero angustia
Em novela,
Romance de capa dura,
O cortejo estranho ao novo contato
Na cabeça.

Mãos dadas,
Coração a boca.
Vontade de gritar, sem poder
Sem saber.

Só não queria,
Não podia,
Discordava em caras.
E, assim, apagaria fogo
Em boca,
E silenciaria.

Traga,
Retorce,
Afunda.
Aprenderia , por fim, lidar com
o aquilo.
O aquilo mais querido,
Cantaria em alusão ao fim da posse.
Ganharia controle,
Leria um livro,
Daria um abraço e
Pediria desculpas em sinal de fraqueza.
Corrompendo-se ao histórico,
Desnudando em soluços,
Num ciclo nocivo de
Querer e poder,
De amor e ódio.
Num ciclo fatídico
E oposto.
Assim seria.

Lucas Galati

3 comentários:

Rebecca Loise disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rebecca Loise disse...

tudo que seria já se perdeu um dia. te peço que seja, que assim seja, mesmo que engasgando o teu pedaço de sanidade guardado na língua (que atrofia versos).


(lucas, tua loucura vai além da fita-métrica. me senti bem te sendo!)

fica um beijo e dois carinhos

L.G disse...

Adoro essas rebequianas palavras. Um beijo minha flor,
Lucas