segunda-feira, 29 de novembro de 2010

E se...

E se te quero, por favor, não pense,
Pois quando sofro, regurgito verbos.

Não ataco, colho flores e olho céu.
Do todo pequeno, cresci de recortes.
Sou partes,
sou apenas, contudos e entatos.

Não faço sentido,
eu blasfemo.
Finjo não olhar,
e no escuro, escorro vermelho.

E se te falta,
sonho o toque,
recolho-me,
ululo e
prometo preencher suas ranhuras,
reescrever seus parágrafos.
Arrancar sorrisos. Nunca meus.

E se te choro,
afago cartas em copos de pinga,
recolho véus
e gasto aquarelas.

E se te minto,
faço por não ter noites a pensar,
faço incompreendido,
faço pelo prazer de desconfiar,
faço por poesias e redundâncias.
Meu hedonismo, sua juventude.

E se te corto,
abro um caderno velho
e escrevo que o melhor amor é aquele que nunca existiu.

E se te tenho...

Lucas G.

Um comentário:

Mariana disse...

já li dez vezes esse texto...ele fala por muita gente, lu!