Não.
não seria.
O fato.
De fato.
As cores
e a luz por outros lados,
Recaia em doses esparsas
a face tombada.
Evitar, por fim, seria.
Adiar... melhor assim.
Deixar pra dentro da cabeça,
até ela gritar de novo.
Em breve,
amanhã,
até o dia em que entenda a razão disso tudo
e se possa dormir.
Lucas Galati
domingo, 18 de outubro de 2009
Cume

E cada vez mais, quero dizer o quanto quero.
O por quanto errado, mas desejável. Apenas.
O nunca é deixado de lado,
lugar tem-se, agora, aquela uma vez.
Uma vez de intenções explicitamente diferentes,
opostas. Antagônicas.
Mas,uma vez existente. Após todo aquele tempo, uma estória. Una.
Desenhos diferentes, momento qualquer - cócegas a ti. Junto ao instante, especial - as fotos.
Sim , as fotos!
Dito se está -
inanição induzida,
desejos em altas doses,
embriaguez e críticas
e toda aquela ansiedade.
Crises, o toque martelado na cabeça. Mais críticas.
E não sairia. Bastava, agora, silêncio. Pois era tudo
velado, era engessado. Tudo imutável.
Já não seria o da foto e sabia. Seria eu sempre o porta retrato,
sustentando frustrações e os tantos outros instantes.
E não sendo , por fim e enfim, viu-se o tudo refletido numa imagem dentro do que jamais deixara de ser...
O por quanto errado, mas desejável. Apenas.
O nunca é deixado de lado,
lugar tem-se, agora, aquela uma vez.
Uma vez de intenções explicitamente diferentes,
opostas. Antagônicas.
Mas,uma vez existente. Após todo aquele tempo, uma estória. Una.
Desenhos diferentes, momento qualquer - cócegas a ti. Junto ao instante, especial - as fotos.
Sim , as fotos!
Dito se está -
inanição induzida,
desejos em altas doses,
embriaguez e críticas
e toda aquela ansiedade.
Crises, o toque martelado na cabeça. Mais críticas.
E não sairia. Bastava, agora, silêncio. Pois era tudo
velado, era engessado. Tudo imutável.
Já não seria o da foto e sabia. Seria eu sempre o porta retrato,
sustentando frustrações e os tantos outros instantes.
E não sendo , por fim e enfim, viu-se o tudo refletido numa imagem dentro do que jamais deixara de ser...
aquele porta retrato em cima da estante
Lucas Galati
Lucas Galati
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Não há título que explique...
Hoje, foi além de tudo o que eu mais esperava. Foi melhor, veio sentido nas veias, no palpitar sentido em ponta de dedos, no toque, na fala retorcida. Foi daquelas definições que chegam bem próximo ao perfeito. Ao perfeito, hoje, palpável. À mim.
Suas palavras sincronizavam junto a um olhar jamais visto. Minha verdade desnudando em frente a fumaças de cigarros. Minhas e suas. Numa simplicidade e recolhimento que não sabia existir.
Trouxe-me acalento em doses de água de mar, de frasquinho de cor transparente. Trouxe sossego e ajuda a um alguém que tanto necessitava. Ser ouvido, melhor, ser entendido.
Tarefas ardilosas a dualidade de (des)conhecer. Porém, para mim cada letra têm força, encravando em frases e acentos que penetram e , de fato, marcam. Não sabia.
Marcam como facas, como livros, lágrimas. Expus a ti todo meu passado não vivido, toda minha ânsia de mudar, esquecer, transformar, finalmente ponto em sinal de fim.
E só contigo, recolhido em seus braços pude ter certeza que conseguiria. Tinha já trilhado caminhos, mas acreditei poder ,mais uma vez, fazer de tudo pó de borracha e reconstruir mais um erro.
Mais um ? Dessa vez não. Faz-me mal, dessa droga fiz meu fim e tracei começos importantes. Sem a droga, agora, trilho minha vida. Rasgo em grito a dor de vício, porém ao seu lado e para sempre.
Vendo-me antes de tudo.E de qualquer outro. Acreditando em algo que já denegria.rascunhava.
Enegrecia.
Em mim.À mim. Junto a ti. Assim pra sempre!
Obrigado , muito obrigado...
Lucas Galati
Suas palavras sincronizavam junto a um olhar jamais visto. Minha verdade desnudando em frente a fumaças de cigarros. Minhas e suas. Numa simplicidade e recolhimento que não sabia existir.
Trouxe-me acalento em doses de água de mar, de frasquinho de cor transparente. Trouxe sossego e ajuda a um alguém que tanto necessitava. Ser ouvido, melhor, ser entendido.
Tarefas ardilosas a dualidade de (des)conhecer. Porém, para mim cada letra têm força, encravando em frases e acentos que penetram e , de fato, marcam. Não sabia.
Marcam como facas, como livros, lágrimas. Expus a ti todo meu passado não vivido, toda minha ânsia de mudar, esquecer, transformar, finalmente ponto em sinal de fim.
E só contigo, recolhido em seus braços pude ter certeza que conseguiria. Tinha já trilhado caminhos, mas acreditei poder ,mais uma vez, fazer de tudo pó de borracha e reconstruir mais um erro.
Mais um ? Dessa vez não. Faz-me mal, dessa droga fiz meu fim e tracei começos importantes. Sem a droga, agora, trilho minha vida. Rasgo em grito a dor de vício, porém ao seu lado e para sempre.
Vendo-me antes de tudo.E de qualquer outro. Acreditando em algo que já denegria.rascunhava.
Enegrecia.
Em mim.À mim. Junto a ti. Assim pra sempre!
Obrigado , muito obrigado...
Lucas Galati
Desejo amanhecido
Era uma rosa, um pedaço de um pipa, ou talvez, uma carta. Era quadrado de bordas corroídas, há muito guardado ali estava.
Já não sabia desde quando não fitava. Dentro da cabeça, a memória e a certeza da forma.Pensado tinha se tanto, que o novo parecia inexistir.
De dentro, o caderno ressecava aquele pedaço. Agora, já amarelo. Memórias esquecidas, esfriadas, cor de antigo. De um passado tido importante. Descabido. Transviado e , de fato, existente.
Se a rosa, chega-se perto e cheira. Se o pedaço de pipa, acaricia lembrando a textura do tecido. Se uma carta, lê-se as palavras inscritas em grafite já bastante apagado.
E então, da rosa vê-se o sangue , sobrara um espinho.
Do pedaço de pipa, o doído levar do vento, baforada levando longe aquilo que permanecia: chão, pedra e folhas de papel chorado.
Das cartas, os escritos mais internos, de um eu , na época, tão desconhecido. As palavras intragáveis da situação que não se fazia.
Ao fechar o caderno, onde dentro , talvez, a pipa, quem sabe a carta, ou mesmo a rosa... via-se que sempre um adendo existia. Sempre um detalhe que culminava em sangue. Dentro ou fora, vermelho ou pulsante. De uma estória repetida, inventada, recontada.
De um conto inexistente, de adendos, pudores e enfins.
Nada havia mudado.
O caderno volta pro mesmo lugar, as memórias aquecidas e uma lágrima rasgando a face já bastante enrijecida do alguém que nunca chegou perto do desejo amanhecido. Do pensar permanente. De pétalas, sangue, farpas e escritos. Seus e sóis. Abrindo caminho para romances futuristas e contos de fadas.
Lucas Galati
Já não sabia desde quando não fitava. Dentro da cabeça, a memória e a certeza da forma.Pensado tinha se tanto, que o novo parecia inexistir.
De dentro, o caderno ressecava aquele pedaço. Agora, já amarelo. Memórias esquecidas, esfriadas, cor de antigo. De um passado tido importante. Descabido. Transviado e , de fato, existente.
Se a rosa, chega-se perto e cheira. Se o pedaço de pipa, acaricia lembrando a textura do tecido. Se uma carta, lê-se as palavras inscritas em grafite já bastante apagado.
E então, da rosa vê-se o sangue , sobrara um espinho.
Do pedaço de pipa, o doído levar do vento, baforada levando longe aquilo que permanecia: chão, pedra e folhas de papel chorado.
Das cartas, os escritos mais internos, de um eu , na época, tão desconhecido. As palavras intragáveis da situação que não se fazia.
Ao fechar o caderno, onde dentro , talvez, a pipa, quem sabe a carta, ou mesmo a rosa... via-se que sempre um adendo existia. Sempre um detalhe que culminava em sangue. Dentro ou fora, vermelho ou pulsante. De uma estória repetida, inventada, recontada.
De um conto inexistente, de adendos, pudores e enfins.
Nada havia mudado.
O caderno volta pro mesmo lugar, as memórias aquecidas e uma lágrima rasgando a face já bastante enrijecida do alguém que nunca chegou perto do desejo amanhecido. Do pensar permanente. De pétalas, sangue, farpas e escritos. Seus e sóis. Abrindo caminho para romances futuristas e contos de fadas.
Lucas Galati
sábado, 10 de outubro de 2009
O Prédio, O Tédio e o Menino Cego/ Santiago Nazarian/ página 55
" Ninguém controlava. Lá embaixo o mar se agitava e chegava até lá em cima... seu som e seu cheiro, pizzas amanhecidas, anoitecidas. Alguém notava? Provavelmente não , porque eram meninos que moravam na Praia. O cheiro já fazia parte. Mas o Mestiço provavelmente sim, porque era isso que ele mais sentia, lá de cima: o cheiro de mar, lá embaixo, indicando a que altitude estavam. Não era só a música do mar que ouvia, era a música da música. Diversão.Maçãs do amor e paqueras noturnas, em doses diminutas, verdade, porque aquela noite ainda não era temporada. Não eram férias, nem final de semana, para os outros que não passavam por greves escolares. Então a diversão que ocorria era só entre gente desocupada, ou gente descompromissada, ou gente muito perdida, ou muito desajustada aos climas e às estações. Mas afinal, é de se esperar que qualquer um dentro de um livro seja, por que as estações passam e os personagens ficam como flores secas, distantes de suas verdadeiras naturezas, que já fluíram, já esvaíram, já se foram com seus leitores. E por isso suas histórias são mais interessantes, são mais diferentes, mais inusitadas. A história dos loucos só pode ser lida pelos sãos."
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
A espera de um fim
Esperando olhar e se ser.
Cercear um momento,
fazer dele mais segundos,
minutos,
tempos ou novas fases.
Pisar ao chão gelado,
encontrar os pés,
sentir os corpos protegidos em lençois,
em avessos tão similares,
meu sexo e teu hálito.
Dar a mão em vertical,
inesperado impulso
e feito naquele mesmo instante podado.
União de estórias,
de outros instantes
cuspindo novas linhas,
apagando refluxos,
invertendo arestas,
achando outras vértices
do sem final.
Quero um andar seguro,
olhar de que agora se pode,
se deve e se faz.
Incerta certeza, porém galgada.
De fato , enfim.
Olhar de espera,
ansiando o sem fim.
Lucas G.
Cercear um momento,
fazer dele mais segundos,
minutos,
tempos ou novas fases.
Pisar ao chão gelado,
encontrar os pés,
sentir os corpos protegidos em lençois,
em avessos tão similares,
meu sexo e teu hálito.
Dar a mão em vertical,
inesperado impulso
e feito naquele mesmo instante podado.
União de estórias,
de outros instantes
cuspindo novas linhas,
apagando refluxos,
invertendo arestas,
achando outras vértices
do sem final.
Quero um andar seguro,
olhar de que agora se pode,
se deve e se faz.
Incerta certeza, porém galgada.
De fato , enfim.
Olhar de espera,
ansiando o sem fim.
Lucas G.
domingo, 4 de outubro de 2009
Os dígitos/ Kléber Albuquerque
"Os dígitos vermelhos do rádio-relógio
Ainda marcam a hora exata em que você saiu da minnha vida
A chuva fria, o automóvel, o olhar de falsa loura
O adeus como um bombom de goma arábica na boca
Ter de sair assim do seu caminho
Ter de agora virar "amiguinho"
Você não sabe eu estou tão sozinho
Os olhos vermelhos de assistir TV
Na madrugada em que você saiu da minha vida
O vídeo, o telefone, o faz, o diempax, a pizza gelada
A janela escancarada respingando céu na roupa
Olhando asfalto como se fosse praia
Conversando com as samambaias
(elas entendem os de minha laia)
Ter de sair assim do seu caminho
Ter de agora virar "amiguinho"
Você não sabe eu estou tão sozinho
Tudo ficou tão quieto
Os gatos do vizinho, as goteiras do teto
Tudo ficou tão chato
Que eu já não sei, que eu já não sei
Tudo ficou tão chato
Banho de porta aberta, deitar na cama de sapatos
Tudo ficou tão quieto, tudo ficou tão quieto
Tudo ficou tão chato
O mundo agora está tão absurdo
Desabafei com um criado-mudo
(ele concorda comigo em quase tudo)
Ter de sair assim do seu caminho
Ter de agora virar "amiguinho"
Você não sabe eu estou tão sozinho
Tudo ficou tão quieto
Os gatos do vizinho, as goteiras do teto
Tudo ficou tão chato
Que eu já não sei, que eu já não sei
Tudo ficou tão chato
Banho de porta aberta, deitar na cama de sapatos
Tudo ficou tão quieto, tudo ficou tão quieto
Tudo ficou tão chato"
Ainda marcam a hora exata em que você saiu da minnha vida
A chuva fria, o automóvel, o olhar de falsa loura
O adeus como um bombom de goma arábica na boca
Ter de sair assim do seu caminho
Ter de agora virar "amiguinho"
Você não sabe eu estou tão sozinho
Os olhos vermelhos de assistir TV
Na madrugada em que você saiu da minha vida
O vídeo, o telefone, o faz, o diempax, a pizza gelada
A janela escancarada respingando céu na roupa
Olhando asfalto como se fosse praia
Conversando com as samambaias
(elas entendem os de minha laia)
Ter de sair assim do seu caminho
Ter de agora virar "amiguinho"
Você não sabe eu estou tão sozinho
Tudo ficou tão quieto
Os gatos do vizinho, as goteiras do teto
Tudo ficou tão chato
Que eu já não sei, que eu já não sei
Tudo ficou tão chato
Banho de porta aberta, deitar na cama de sapatos
Tudo ficou tão quieto, tudo ficou tão quieto
Tudo ficou tão chato
O mundo agora está tão absurdo
Desabafei com um criado-mudo
(ele concorda comigo em quase tudo)
Ter de sair assim do seu caminho
Ter de agora virar "amiguinho"
Você não sabe eu estou tão sozinho
Tudo ficou tão quieto
Os gatos do vizinho, as goteiras do teto
Tudo ficou tão chato
Que eu já não sei, que eu já não sei
Tudo ficou tão chato
Banho de porta aberta, deitar na cama de sapatos
Tudo ficou tão quieto, tudo ficou tão quieto
Tudo ficou tão chato"
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